terça-feira, 3 de novembro de 2009

VILÕES E MOÇINHOS – ATÉ QUANDO?

Com vida humana não se brinca. Esse ditado extraído da sabedoria popular precisa inspirar e motivar todas as instituições (públicas e privadas) e o povo brasileiro por um posicionamento coletivo, suprapartidário e movido exclusivamente pela responsabilidade, para o Brasil virar a dolorosa página do caos que se abateu sobre a Saúde Pública e cuja face mais visível é o pouco investimento na acessibilidade a saúde.

“A gente sabe como começa a vida, mas não sabe como começa a vida humana”, afirma o filósofo José Anchieta Corrêa, professor de ética médica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.
A integração das políticas de controle do câncer na América Latina, novas técnicas para o tratamento da doença e a reivindicação ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para que incluam na lista de procedimentos exames modernos que podem diagnosticar tumores malignos ,assuntos que foram tratados no 8º Congresso Brasileiro de Cancerologia (Concan 2009).O encontro - que reuniu em Curitiba, de 28 até 31 de outubro, cerca de 4 mil profissionais de saúde do Brasil e de diversos países – onde mais uma vez, representando o paciente como presidente da Ong Portal Saúde, eu tive a oportunidade de estar lá e passei por um sentimento extremamente dicotômico: por um lado a emoção com a evolução da medicina, tratamentos, fármacos, exames de alta tecnologia, cirurgia robótica, guiada com precisão por computador, por outro lado um profundo pesar em constatar que tudo isso ainda é para uma pequena camada da nossa sociedade.
Com 450 mil novos casos por ano, o câncer é segunda maior causa de morte no país, atrás apenas de doenças cardiovasculares.
Para o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antonio Santini, que também é membro da União Internacional contra o Câncer, a doença atualmente é um problema de saúde pública e impõe grandes desafios de planejamento, vigilância, pesquisa e organização dos sistemas de prevenção e tratamento. Segundo ele, como órgão responsável pela normatização da política de controle da doença no Brasil, o Inca mostrou suas experiências na formação de redes de colaboração mantidas internamente e com países vizinhos.
Na minha avaliação, embora as novas tecnologias, a prevenção e o diagnóstico precoce tenham sido significativos para alterar o quadro da doença, o desafio imposto agora está na difícil equação entre o tratamento com novas drogas e o custo elevado dos medicamentos. "Não são apenas os melhores exames com os quais devemos contar, mas também é preciso dos melhores médicos para avaliar esses exames para termos bons resultados".
"É um debate de grande importância que devemos enfrentar."
Precisamos acabar de vez com os títulos atribuídos a todos os pólos dessa equação. Médicos, Tecnologia, Laboratórios, Advogados, Ongs, Estado, Políticos, Impostos entre outros. Ninguém é vilão muito menos mocinho. É evidente que todos lutam em função dos seus interesses, contudo, esses interesses nem sempre como se divulga é leviano.
Para mim, enquanto Presidente de uma Ong proponho que todos se reúnam em torno de um único interesse, o da população brasileira.
"A preocupação com a própria saúde é um fenômeno que nasceu com o homem". Tal inquietação torna-se mais evidente na medida em que as biotecnociências evoluem, e a divulgação de suas aplicações pautam a possibilidade de cada um gerir seu "capital saúde" (Ruffié, 1993), tornando os homens responsáveis pelos limites do que é possível fazer diante da enfermidade e da morte.

“Sentindo na pele”
Acompanhei nesses últimos dias que o vice-presidente José Alencar, de 78 anos, foi homenageado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), que lhe concedeu o título de sócio emérito e a medalha 200 anos de história da ACRJ - Grau Ouro, a mais alta condecoração da casa. Durante a homenagem, Alencar falou sobre a luta contra o câncer na região do abdômen.
- Nós temos que perder o medo de pronunciar a palavra câncer. Vamos falar do câncer, discutir o câncer para vencer o câncer - disse o vice-presidente, que luta há 12 anos contra a doença . O vice-presidente disse que os últimos exames que realizou mostraram que houve uma "redução substancial" nos tumores .
Que Deus o mantenha sempre assim, mostrando que é com coragem e fé que podemos vencer a batalha pela vida. Mais que também abra seus olhos para realidade de que isso tudo que está colhendo é fruto de ter tido a possibilidade de contar com um tratamento de alta complexibilidade, o que não é o caso de 99% da população brasileira.
Vale ressaltar também o posicionamento que vem adotando a Ministra Dilma Rousseff após vencer uma batalha contra o câncer.
Esses pronunciamentos e depoimentos de nossos políticos é que me faz ter esperança, começar a enxergar uma luz no fim do túnel. Infelizmente a males que vem para o bem e é nisso que quero acreditar. Quero acreditar que temos dois missionários que vão propagar e investir na saúde do povo brasileiro. Quero acreditar que essas duas pessoas que ilustram o quadro político brasileiro tenham a real dimensão pelo que passa seus semelhantes acometidos pelos mesmos tipos de câncer que os dois e estão sendo tratados pela rede publica ou mesmo suplementar de baixa qualidade. Espero que não tenhamos mais que esperar por alguém com poder politico ser acometido de uma doença como o câncer para começarmos a ter esperança.
“A saúde é um direito e dever do Estado”. A saúde e a doença consubstanciam-se enquanto "objetos" privilegiados ao esclarecimento de modos de conhecer e pensar a si próprio, aos outros e ao universo que se habita. Se há algo acerca do qual cada um tem suas experiências e costumes é o adoecimento, porque, mesmo quando se estabelece de forma aguda e passageira, coloca para todos a inevitabilidade da morte.
É preciso respeitar a vida do início ao fim. “A vida é um processo que se inicia na fecundação. “A humanização vai acontecendo desde a fecundação até a morte.

“O que a gente luta é pela vida”
A polêmica novamente ganha vida. Grupos se acusam de discussões apaixonadas. É apaixonante mesmo, o tema mexe com a vida, a natureza, mexe com ciência e com a morte.
Difícil não opinar apaixonadamente, seja de que lado estiver, já que o assunto pouco permite o meio-termo. O que não podemos é continuar nessa guerra fria onde de um lado temos a ciência e do outro o Estado.
No Brasil tem um “Tempo...rão” que o povo espera por soluções. Acredito sim no esforço que o Estado vem promovendo para alcançar um padrão de tratamento de melhor qualidade. Contudo, criar procedimentos administrativos complexos, tentar doutrinar nossos magistrados com informação pouco verossímil, é algo que não eleva nosso patamar na obtenção de um tratamento justo. Por corresponder a um assunto que desperta bastante atenção de toda a sociedade e ter relevante interesse no mundo jurídico pela sua abrangência, a análise da Improbidade Administrativa manifesta-se pertinente uma vez que a má gestão da coisa pública traz inúmeros malefícios que obstam o desenvolvimento de toda uma nação.
Já está na hora de qualificarmos a população no que tange aos direitos previstos em nossa Constituição Federal. Qualificar usando uma linguagem simples e popular.

“A saúde é uma questão urgente e mundial. Talvez todo meu investimento nesses últimos anos a frente da Ong Portal Saúde tenha sido o maior aprendizado a respeito do ser humano. Sempre quis usar meus conhecimentos para transformar. Quando terminei de montar a primeira etapa da Ong..., percebi a importância de falar sobre o assunto e soube de uma informação básica: todos nós temos direito a qualquer tipo de tratamento ou medicamento de graça, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Fiquei impressionada com a minha ignorância e vi que muitos dos meus amigos não sabiam e não sabem disso”.

Nessas situações de dor e dificuldade, aprendi que a relação com o “objeto de interesse” é fundamental para desenvolver esse tipo de trabalho. Nenhuma instituição pode mais permanecer de braços cruzados ou levantados superficialmente. É inconcebível sob todos os aspectos que milhares de usuários do SUS que necessitam de atendimento de urgência e emergência fiquem à mercê da própria sorte diante da incapacidade do Poder Público e Privado em lhes assegurar a garantia constitucional de que “Saúde é direito do cidadão e dever do Estado”. Nenhum ente tripartite da Saúde Pública pode mais se omitir ou tentar transferir responsabilidade para outrem. Somente com transparência contábil – sem necessidade de discursos – será possível saber o que se passa com a gestão plena da Saúde. Enquanto o caso for tratado como desafio ou queda de braço, não será possível chegar ao cerne da questão.
O tema central é: “Compromisso com a ciência, tecnologia e inovação com o direito à saúde”
“Violar a vida é o caminho da morte”
FREI ANTÔNIO MOSER
ADRIANA DA CUNHA LEOCÁDIO – publicitária, presidente da Ong Portal Saúde.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Juridico - Saúde Legal

Diz-se que a Saúde Legal tem duas frentes de atuação: a preventiva e a repressiva.Dentro dessa perspectiva, pode-se afirmar que os artigos, notícias, encontros, projetos e campanhas assim como todas as outras ações informativas fazem parte do lado preventivo da ONG.Mas deve-se levar em consideração que nem tudo é resolvido com prevenção.Há ocasiões em que o evento gerador do dano no consumidor já foi realizado e é aí que entra o jurídico.O papel dos profissionais do direito é de suma importância no atingimento dos resultados propostos pela organização.Por vezes é preciso recorrer ao judiciário para atender a necessidade do usuário da saúde, seja para requerer um medicamento, tratamento ou internação, ser reembolsado de um reajuste abusivo ou ser ressarcido por um dano moral causado, não importa o motivo, aliás, há centenas deles, o importante é ter em mente que se a tentativa administrativa ou preventiva não surtir efeito, lá estará o jurídico. A ONG Saúde Legal trabalha com escritórios e advogados conveniados que abrem mão de seus honorários em prol de uma nobre causa.
Saúde Legal - Avenida Paulista, 1159, cj.1206, São Paulo/SP - telefone (011) 2856-4526

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sua vida sob controle do Estado

Para cada noticia que leio do qual o tema abordado é saúde confesso que tenho a nítida sensação de que minha saúde e qualidade de vida estão cada vez mais distantes do meu controle. Perco o sono tentando achar respostas para saber qual é o futuro da Nação.
Sob a ótica da razão, realmente o melhor horário para se refletir sobre questões polêmicas é de madrugada, na turbulência de uma insônia. Mas como na vida nada é por acaso – e isso é um provérbio judaico – passei momentos na noite passada, refletindo sobre quantos notívagos sofredores – não com a falta de sono, mas a procura de um socorro médico – poderiam estar naquele momento, de madrugada, nos corredores dos hospitais públicos, como no Hospital das Clínicas de São Paulo, ou de qualquer lugar do Brasil.
Numa dessas noites de insônia comecei a rastrear algumas matérias que me chamaram bastante atenção mais não me chocaram em nada, pois a informação obtida é a mesma: a vergonhosa falta de no mínimo “vontade política” no investimento na saúde do brasileiro.
Brasil, mostra tua cara!
Na última semana, o Jornal Agora – São Paulo publicou: a Prefeitura de São Paulo congelou R$ 644,4 milhões na Secretaria Municipal da Saúde previstos para ser gastos no primeiro semestre deste ano. O congelamento é admitido em um relatório da Secretaria Municipal da Saúde enviado à Câmara Municipal. O texto diz que a prefeitura empenhou (reservou para ser gasto), até o final de junho, 54% do Orçamento do ano todo da pasta, mas só liquidou (gastou) 37% dessa verba.Na contramão do congelamento, a propaganda da Secretaria da Saúde custaria R$ 2 milhões no ano, segundo o Orçamento. A prefeitura reviu os gastos e aumentou o recurso para R$ 17 milhões. Até o fim de junho, reservou R$ 12 milhões dessa verba e já gastou R$ 1,7 milhão --quase a previsão original para 2009.

Já o Jornal Folha de São Paulo publicou um brilhante editorial contra criação de imposto para a saúde, com uma fundamentação que não deixa a menor margem de duvida em relação a política de saúde aplicada no Brasil: “ UMA SITUAÇÃO indesejável se estabeleceu no campo do financiamento à saúde no país. De um lado, se arrasta a regulamentação da emenda constitucional 29, de 2000, que estipulou percentuais mínimos de investimento por Estados e municípios nesse setor deficiente do serviço público. De outro, a base de apoio do governo federal contribui para dificultar tal regulamentação, ao contaminá-la com a proposta de recriar o imposto do cheque, rebatizado de Contribuição Social para a Saúde.Pouco importa se a nova CSS teria alíquota de "apenas" 0,1%, contra os 0,38% da antiga e malfadada CPMF. Cumpre, portanto, fechar a porta para o oportunismo administrativo dessa maioria de governadores. Se 11 Estados conseguem cumprir a norma dos 12%, por que os outros 16 ficariam isentos de fazê-lo? É do Congresso a obrigação de pôr termo a essa situação esdrúxula.”

E como se ainda fosse pouco, tive que ler a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) que com base em informações coletadas na audiência pública sobre saúde, o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, entendeu que medicamentos requeridos para tratamento de saúde devem ser fornecidos pelo Estado. Esta é a primeira vez que o Supremo utiliza subsídios da audiência para fixar orientações sobre a questão.

Os dados foram utilizados na análise de Suspensões de Tutela Antecipada (STAs). As STAs 175 e 178 foram formuladas, respectivamente, pela União e pelo município de Fortaleza para a suspensão de ato do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que determinou à União, ao Estado do Ceará e ao município de Fortaleza o fornecimento do medicamento denominado Zavesca (Miglustat), em favor de C.A.C.N.

De acordo com o presidente do STF, “se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do SUS, é imprescindível distinguir se a não prestação decorre de uma omissão legislativa ou administrativa, de uma decisão administrativa de não fornecê-la ou de uma vedação legal à sua dispensação”. Ele observou a necessidade de registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), além da exigência de exame judicial das razões que levaram o SUS a não fornecer a prestação desejada.

Enquanto isso...
Vamos morrendo gradativamente nas filas dos hospitais na luta por um pouco de dignidade, pois, falar em saúde seria algo inconcebível.
Onde estão agora as associações das mais diversas doenças? Cadê a voz dos grandes hospitais e centros de saúde? Cadê a coragem de dirigentes que zelam por pacientes e acalentam familiares.
Porque ainda estão caladas instituições sem fins lucrativos, organizações não-governamentais das áreas social e da saúde?
Cadê vocês de hospitais públicos e privados? Querem ou não o avanço da ciência?
Cadê você médico residente, cadê o médico experiente também?
Cadê você familiar, se quiser chorar, se quiser lutar, se puder, faça-o pela sua vida, faça-o no centro democrático de seu município, na Câmara de vereadores, na assembléia legislativa de seu estado, no Congresso Nacional.

Se quiser chorar faça-o, mas faça-o junto a um deputado porque depois não vai adiantar.

domingo, 19 de julho de 2009

CÂNCER - DIREITO E CIDADANIA

Em 1998 a advogada Antonieta Barbosa descobriu que tinha um câncer de mama. Além de enfrentar o tratamento doloroso e passar por uma mastectomia, ela se deparou com uma série de entraves burocráticos na busca pelos seus direitos. Depois de ouvir muitas histórias e questionamentos sobre a burocracia para conseguir que a lei que protege os portadores de câncer seja cumprida, a Drª Antonieta decidiu recolher todas as informações sobre a legislação existente no país e as reuniu no livro “Câncer – Direitos e Cidadania”, o mais completo guia com os direitos, centros médicos e jurídicos gratuitos e as ONGs de apoio aos portadores de doenças crônicas, como o Portal Saúde que tem uma parceria com o Núcleo Jurídico da Universidade Anhembi Morumbi. Em entrevista ela ensina como a informação pode mudar a vida do paciente, permitindo que ele exerça sua cidadania.
Leia na integra - www.portalsaude.org - ícone direito dos pacientes

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CURSO SUPERIOR PIONEIRO E COM PERSONALIDADE

Por Adriana Leocádio


Quer maior personalidade do que ser graduada em maquiagem profissional e perfumes e fragrâncias?
O mercado está mudando de forma rápida trazendo e agregando alternativas jamais sonhadas por grande parte da população paulista.

Essa semana fui informada que a Universidade Anhembi Morumbi numa atitude de primeiro mundo está disponibilizando com vestibular imediato, vagas para os cursos de maquiagem que englobarão facetas como: maquiagem artística, maquiagem para cinema, televisão e teatro, maquiagem para moda, fotografia e passarela, maquiagem sofisticada, bodypainting, embelezamento do olhar, consultoria de automaquiagem e Airbrush. Além disso, também coloca a disposição o curso de perfumaria e fragrância com o CRQ. Pois é! O mundo em evolução , certo?

Com esses cursos, estamos elevando o mercado de beleza e auto-estima à potencia máxima, abrindo portas para profissões antigas, com uma roupagem moderna, e o melhor, com o famoso "canudo". Nada melhor do que ter uma profissão reconhecida pelo MEC.

O Portal Saúde , o qual gerencio, defende a beleza como sinônimo de saúde e não poderíamos deixar de relatar esta oportunidade de mercado para os nossos leitores e colaboradores.

O que me chama atenção é o que está por trás intrinsecamente desses cursos de graduação superior. Temos o lado racional que já relatei acima, contudo o que mais me fascina é o lado emocional, pois lá no fundo, todos nós queremos nos apresentar de forma ímpar na sociedade e sermos aceitos pela tribo que escolhemos fazer parte.

Profissionais dessa área terão habilidade de proporcionar pessoas portadoras de vitiligo, psoríase e demais problemas de pele a terem uma inserção no mercado perfeita, isso é o que chamo de inclusão social.

Segundo o especialista Max Gehringer nossa apresentação traduz nossa personalidade e diz que estamos dispostos a oferecer quando procuramos um emprego.

Quando o mercado nos disponibiliza cursos como estes, confesso que leio como um convite subliminar a me conhecer melhor. Saber ressaltar o que há de mais bonito e tentar esconder o que há de feio em mim. Da mesma maneira que fazem os artistas nos cinemas, TVs, propagandas.
"Quase sempre nossa aparência física representa nosso interior e se não aceitamos o que vemos, provavelmente também não aceitamos o que sentimos"
Comparar-se aos outros e na maior parte das vezes, se sentir menor, inferior, não o fará melhor que ninguém. Enquanto não perceber suas qualidades estará constantemente numa luta consigo mesmo. Pare com isso. Olhe para dentro de si, reveja quanta coisa boa carrega aí dentro, valorize tudo que sente, a pessoa que você é, os obstáculos que já enfrentou e dê muito mais valor a cada uma de suas conquistas, independente das outras pessoas. Pare de se comparar, se sentir inferior, de lutar consigo mesmo. E conscientize-se que é único, especial, mas somente com muita persistência irá conseguir romper o padrão de estar sempre se desvalorizando, sentindo-se inferior aos demais. Cada um carrega em si o dom de ser capaz e ser feliz, diz a canção Tocando em frente de Almir Sater e Reanato Teixeira. Pense nisso!
Como especialista em comportamento, confesso que já vi um pouco de tudo nessa área e até conversei com alguns especialistas nesse segmento para compreender melhor a ótica desses profissionais.

Até hoje o único recurso um pouco mais qualificador era encontrado nas feiras de Cosmética com apelo de venda ou para as empresas mais abastardas e profissionais em cursos na Europa, cabendo evidenciar que nenhum deles possui valor e titularidade superior. Estou falando de marcas como: Mac, Roche, Lancome, Payot entre outras.

No que tange a mudança de comportamento do consumidor, acho que a Indústria (em especial as nacionais) devem correr para traçar uma parceria com esta Universidade, pois, com a mais absoluta certeza, em menos de 2 anos no mercado será composto por pessoas determinadas e aptas para o novo e garanto que os produtos que farão a composição do seu estojo sejam para uso pessoal ou para trabalho serão recheados de marcas que precisarão convencer muito.

Já com o mercado de salões de beleza vejo que a mudança só trará oportunidades inovadoras e um posicionamento de primeiro mundo onde os estabelecimentos disponibilizam profissionais diplomados.

Em suma, o que posso concluir é que estamos cada vez mais próximos do primeiro mundo em todos os âmbitos e para você que está lendo esse artigo e busca uma profissão moderna e pioneira no Brasil, procure rapidamente a ingressar numa oportunidade de vanguarda.

Para falar direto com a Universidade: estetica@anhembi.br

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

VALE O QUE CUSTA NO VAREJO MASCULINO

Nesse fim de 2008 contratamos a consultoria de Adriana Leocádio para avaliar quatro grifes masculinas: Sergio K, Aramis, Crawlford, Siberian, todas sitiadas na capital de São Paulo. O trabalho durou dois meses e os resultados no que tange a designer de loja, atendimento ao cliente (incluindo troca de mercadorias, alfaiataria), coleção e o pós venda. Não estão sendo avaliadas qualidades das roupas.
Avaliação geral da consultora: Que nos perdoem os profetas do apocalipse, saudosistas de um tempo que não volta mais, mas o homem moderno cruzou o rio e derrubou a ponte atrás de si. Mesmo reeditado na figura do retrossexual, o velho “machão” descuidado e nem aí com a sua aparência, perde terreno a cada dia que passa para um homem livre de rótulos, muito mais consciente e tranqüilo com a aceitação de sua própria vaidade e, de quebra, muito mais feliz com sua própria masculinidade.
Como consultora de marketing e especialista em comportamento do consumidor, Adriana afirma que o que tem acarretado essa mudança no comportamento masculino é justamente uma questão cultural. “Atribuo isso, à mudança do pensamento do homem”. Mesmo que ainda timidamente, não podemos deixar de observar a incidência de homens em clinicas de beleza, o que é muito comum nos dias de hoje.
Homem de maquiagem, vestido com roupas de grifes estilosas não é coisa do passado. Pelo contrário, é algo que emerge nas salas de cinema, nas galerias de arte, assim como nas festas populares, shows e campo de futebol.

Pode ser visto a noite, num jogo de futebol e na abertura de uma galeria de arte na noite seguinte. É o novo “ideal” masculino. Gosta de fazer compras, posa nu para revistas. O homem metrossexual é um heterossexual que conhece e se importa com a moda, gastronomia e elegância. O uso ostensivo de um galanteio divisor entre o homem sensível e quase que (homo) erótico (gay, hetero ou bi), dissolve a possibilidade de cristalizar um corpo sócio-cultural hibridizado entre imagem, identidade, gênero e/ou sexo.

HOMENS: MACHISTAS, MACHÕES OU NARCISOS.

Homossexual, bissexual ou hétero, não importa! O metrossexual, coloca-se como objeto do próprio desejo, pois, conforme já anunciado, é extremamente narcisista.

Adriana prefere considerar que não há nada de moderno e sim contemporâneo neste ajustamento das diversidades identitária, cultural, sexual e de gênero, entre homens heterossexuais e homo-eróticos. A distância entre hétero e homo ainda existe, porém agencia-se, negocia-se essas subjetividades,(des)construídas pela versatilidade, que se implementa no contemporâneo.

Como um abalo dos costumes sociais, atualizar esse homem contemporâneo requer problematizar o gênero, a sexualidade, a identidade, o desejo, o consumo, enfim, a cultura. Assim, o fenômeno discursivo da metrossexualidade inscreve o cosmopolitano e o tecnológico como consonâncias de uma maturidade sócio-cultural, cujas práticas sociais, apontam o tratamento epistêmico de uma sofisticação plausível.

O metrossexual, na prática, aponta aqueles que tem menos preocupação sobre sua identidade e muito mais interesse em sua imagem. Estando muito longe do conceito radical e ultrapassado de macho latino, ele partilha funções e atitudes que antigamente eram consideradas femininas.

Urge um misto masculino de vontades de fazer tratamentos de beleza, usar cosméticos e emocionar-se ao assistir filmes românticos.

O consumidor masculino e em especial os pertencentes as classes sociais mais abastardas são diretos e costumam efetuar compras de roupa sazonais. Namoradas e esposas são os maiores motivadores, contudo na era do ubersexual a personalidade é masculina se torna única.

Avaliação das Grifes:

Com absoluta certeza o destaque de 2008 foi a grife Sérgio K em todos os quesitos. Segundo Adriana, a Sérgio K é vanguardista e trouxe a moda das camisetas pólos com força total e saindo do tradicional Lacoste. Sérgio K tem ousadia, designer de loja pioneiro, além de atendimento despejado, deixando o cliente totalmente confortável dentro de suas lojas. Cabe ressaltar a Loja do Shopping Market Place em todos os aspectos e principalmente atendimento.

Na ótica da consultora Adriana, a próxima loja que também merece uma atenção especial é a Aramis. Apesar da pouca uniformidade das vitrines e ambiente interno das Lojas o consumidor pode encontrar do despojado casual day (linha night) ao black tié, além de possuir um atendimento muito cativante. O destaque vai para loja do Shopping Paulista sob o comando do gerente Inaldo e sua equipe. No que tange inclusive ao pós-atendimento Aramis é implacável. Serviço de alfaiataria de primeira linha. Contudo, cabe ressaltar que para efetuar troca de produtos foi solicitada a consultora Adriana que apresente as notas fiscais referente a compra das mercadorias, que fere totalmente o Código de Defesa do Consumidor.

Crawlford se destaca pelo ambiente ousado, contudo tem uma grade de produtos que fica muito difícil para o consumidor identificar o que deseja, criando uma co-dependencia do vender, atitude essa não valorizada pelos consumidores que se sentem mais intimidades a comprar. A coleção tem peças bem diferenciadas, variedade de numeração, um pós venda altamente qualificado e que motiva o cliente a comprar mais uma peça. Possui uma variedade de preço muito atraente. O destaque vai para as lojas do shopping Ibirapuera e Oscar Freire.

A grife Siberian apresenta uma linha inovadora e muito atrativa, mais tem uma grade de numeração muito difícil o que torna pouco atraente para o cliente. O consumidor masculino é muito objetivo e ficar horas no provador escolhendo a roupa que caiba melhor não é algo palatável.

Em suma, lembro-me perfeitamente quando em 1999, a escritora norte-americana Faith Popcorn, considerada uma espécie de Nostradamus de saias do marketing, grafou pela primeira vez em sua obra “Click – 16 tendências que irão transformar sua vida, seu trabalho e seus negócios no futuro” - o termo “homencipação”, antevendo a chegada de uma nova mentalidade masculina, a dos homens que não se limitariam em ser estritamente de negócios e passariam a abraçar a liberdade de poder exercer sua individualidade, sendo menos machistas e mais sensíveis. Muita gente não acreditou.

Porém, sempre voltamos a boa e velha realidade de que não há no mundo um consumidor igual a outro, e que estes são motivado por diferentes razões e padrões de comportamento. Cada indivíduo busca comprar para satisfazer necessidades e desejos íntimos.
Cada bebê que nasce já é um consumidor latente. Desde os primeiros meses, os bebês observam seus pais e começam aí o aprendizado de toda a vida.
Enquanto os gays foram buscar uma nova vida nas academias e um ideal mais masculino, os héteros começaram a perceber que haviam se colocado de escanteio, vestidos num confortável uniforme de gabardine, entediando-se com seus próprios botões. Aos poucos, foi-se percebendo, por ambos os lados, que há um certo poder e mistério na ambigüidade e que confiança, segurança e senso de estilo são fatores que definem o homem moderno.
Em suma, o novo perfil do homem moderno não representa uma mudança drástica em relação ao metrossexual, pois ele também se preocupa com imagem pessoal, e vai às compras, mas sem ar narcisista e egocêntrico.

Contato com a Consultora Adriana Leocádio: www.adrianaleocadio.blogspot.com – e-mail: adrianaleocadio@terra.com.br e/ou no fone: (11) 7886.3830.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

TRADIÇÃO VERSUS MODERNIDADE

TRADIÇÃO VERSUS MODERNIDADE, O QUE É MAIS
IMPORTANTE NO VAREJO?

Por Adriana Leocádio
www.adrianaleocadio.blogspot.com

Todo fim de ano gosto de fazer um balanço e compreender melhor o mercado para poder estudar as novas tendências.
Dessa vez escolhi abordar esse tema porque realmente o mundo da voltas e com eles as tendências vão e voltam, o que só vem a confirmar a boa e velha frase do Velho Guerreiro Chacrinha: nesse mundo nada se cria tudo se copia.

Se observarmos o varejo da moda, exibir a logo marca em tamanho gigante nas camisas voltou a ser a grande tendência para o próximo ano, em especial no setor casual day. Basta olhar para o estrondoroso fenômeno chamado “Sérigo K” e suas lindas camisetas pólos que trazem sua logomarca bordada em tons diferenciados o que, diferencia bastante o seu usuário. O singelo e discreto jogar de pólo que vinha bordado nas camisas pólo da grife Ralph Lauren passaram a ser visto de longe.
O que vale a pena relembrar nesse contexto é que há 20 anos surgiu no mercado um rapaz de nome Bruno Minelli que se tornou um grande fenômeno por trazer roupas de estilo de vanguarda com sua logomarca bem estampada que virou algo aspiracional dos consumidores rapidamente, chegando ao ponto de ter sua marca pirateada no Paraguai.
Nesse contexto é que para mim, o tradicional deve sempre ser moderno. Tradicional não pode e nem deve ser atrelado a “velho”, só que para isso, o mercado precisa estar sempre antenado para manter o tradicional na direção correta.

Mais isso não é um fenômeno só da moda, basta visitar as redes de hipermercados e olhar atentamente as prateleiras no todos os setores. Já reparam na nova roupa da embalagem da esponja de aço Bombril? E o tradicional Lysoform, agora é suave tem um aroma agradável, mais continua imbatível.
Se formos para a gôndola de higiene pessoal é incrível. A grande marca do ano Taeg além de ser light na alimentação, agora lava e enxágua seus cabelos, alem de hidratar seu corpo com cremes. Só não reparei se essa linha também é sem gorda trans! Nossa que loucura!!!!!!!

Em suma, o que importa é sendo tradicional ou moderna, precisa ser eficiente e estar falando a mesma linguagem de uma pessoa chamada: CONSUMIDOR. Por vezes o mercado se empolga tanto em buscar nova formulas e conceitos e esquece que o Sr. Consumidor é o mesmo, pois mesmo a mais alta tecnologia e acesso a informação ainda não substituíram a boa e velha INDICAÇÃO. Traduzindo, eu ainda aposto na boa e tradicional ação do marketing boca-a-boca.